segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Atolado em dívidas, CIT Group entra com pedido de concordata nos EUA

Após 101 anos prestando serviços financeiros para pequenas e médias empresas norte-americanas, o CIT Group entrou em processo de concordata no último domingo (1), amparado pela lei de falências dos EUA.
O conglomerado de Nova York pediu a supervisão judiciária dos mais de US$ 70 bilhões em ativos e aproximadamente US$ 65 bilhões em dívidas. Nenhuma de suas subsidiárias, incluindo o CIT Bank, foram citadas no processo de concordata.
Em comunicado oficial, o CIT Group informou que pretende emergir da concordata em dois meses. Os credores da financiadora já aprovaram um plano de reestruturação societária.
A companhia espera reduzir sua dívida em US$ 10 bilhões, cortar seus requerimentos de liquidez nos próximos três anos e acelerar seu retorno à lucratividade com o processo de concordata.
Para se ter uma ideia, o CIT detinha US$ 65 bilhões em endividamentos até junho deste ano e deveria pagar nas próximas duas semanas cerca de US$ 1 bilhão desta soma.

Trajetória até a concordata

O CIT Group, como toda instituição financeira norte-americana, sofreu inúmeros prejuízos em 2008. Em dezembro, o governo investiu US$ 2,33 bilhões na financeira - via compra de ações - através dos recursos do Tarp (Troubled Asset Relief Program).
Contudo, a quantia não era suficiente para cobrir as dívidas retidas em caixa e os problemas de insolvência se intensificaram ao longo deste ano. Mesmo assim, o CIT recusou uma nova ajuda federal, ao se declarar auto-suficiente para honrar seus compromissos.
Com dívidas à vencer, o grupo conseguiu na última semana uma linha de crédito de US$ 1 bilhão com o megainvestidor Carl Icahn, mas não foi suficiente para salvar uma das maiores financiadoras dos Estados Unidos da concordata.

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